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Duas fstulas durais podem ter o mesmo tamanho, o mesmo nmero de aferentes arteriais e encher exatamente igual na angiografia — e uma delas ter risco anual de hemorragia prximo de zero enquanto a outra passa de dez por cento ao ano. O que separa as duas?
Neste vdeo, o Dr. Igor Pagiola, especialista em Neurorradiologia Intervencionista, mostra que a varivel que define o risco de uma fstula arteriovenosa dural uma s: o refluxo venoso cortical. A partir da, ele destrincha por que as classificaes de Borden e de Cognard esto medindo exatamente o mesmo eixo, por que a angiografia digital continua insubstituvel quando ressonncia e angiotomografia apenas levantam a suspeita, e como a apresentao clnica muda conforme a topografia — transverso-sigmoide com zumbido pulstil, seio cavernoso com olho vermelho, quemose, proptose e oftalmoplegia, fossa anterior etmoidal quase sempre agressiva por drenagem cortical direta e alimentada por ramos da artria oftlmica.
O vdeo fecha com o princpio tcnico que mais gera erro na prtica: o alvo do tratamento nunca a artria, o ponto fistuloso e o segmento venoso de drenagem imediata. Ocluso proximal de aferentes no tratamento incompleto — prejuzo, porque a fstula recruta novos aferentes pela cartida interna ou pela vertebral e volta com acesso endovascular muito mais difcil.
Domine as estratgias avanadas em Neurorradiologia:
https://www.youtube.com/watch?v=hW4LBS-84L4
Neste vdeo voc vai aprender:
Por que o refluxo venoso cortical — e no o tamanho ou o nmero de aferentes — define a histria natural da fstula dural
Como Borden e Cognard se organizam em torno da mesma pergunta, e por que voc no precisa decorar Cognard para decidir
A leitura clnica por topografia: transverso-sigmoide, seio cavernoso, etmoidal e tentorial
Quando escolher via transvenosa com molas, quando ir transarterial com agente lquido e quando a cirurgia ainda a melhor opo
Quando NO tratar — e por que observao em fstula dural significa seguimento, nunca alta
Assista at o fim para entender por que a fstula dural uma das poucas doenas neurolgicas em que o diagnstico correto pode significar reverso completa do quadro — inclusive de um declnio cognitivo que j foi rotulado como demncia.
Captulos:
00:00 – O zumbido que era sopro
01:05 – O que fstula dural
02:20 – O nico fator que importa
04:00 – Borden e Cognard: mesma pergunta
05:30 – Como ela se apresenta
07:10 – O erro clssico no tratamento
09:00 – Quando NO tratar
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